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Política de Privacidade
Este documento explica quais dados pessoais são tratados pela Dra. Carolina Germoglio, para que servem, com quem podem ser compartilhados e quais são os seus direitos. Vale tanto para quem apenas visita este site quanto para quem é atendido em consulta psiquiátrica por telemedicina.
Última atualização 9 de outubro de 2026 Vigência a partir da publicação Versão 1.0
Índice do documento
- Quem trata os seus dados
- A quem esta política se aplica
- Definições
- Quais dados são tratados
- Para que os dados são usados
- Bases legais do tratamento
- Dados de saúde e sigilo médico
- Prontuário e prazo de guarda
- Privacidade na consulta online
- Com quem os dados são compartilhados
- Transferência internacional
- Cookies e rastreamento
- Por quanto tempo guardamos
- Segurança da informação
- Seus direitos como titular
- Como exercer seus direitos
- Crianças e adolescentes
- Incidentes de segurança
- Alterações desta política
- Contato e encarregado
Quem trata os seus dados
A responsável pelas decisões sobre o tratamento dos seus dados pessoais, ou seja, a controladora nos termos da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018), é:
- Dra. Carolina GermoglioMédica psiquiatra, inscrita no CRM sob o nº 273.106 e com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) nº 150.117.
- AtendimentoExclusivamente por telemedicina, com base em São Paulo, SP.
- Canal de contatoWhatsApp (83) 99853-1984.
Além da LGPD, o tratamento de dados aqui descrito observa o Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 2.217/2018), as resoluções do Conselho Federal de Medicina sobre prontuário e telemedicina, e o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014).
A quem esta política se aplica
Este documento se aplica a três situações distintas, com regras próprias em cada uma:
- Visitantes do siteQuem apenas navega por carolinagermoglio.com, sem iniciar contato. Aqui o tratamento de dados é mínimo, como descrito nas seções 4 e 12.
- Pessoas que entram em contatoQuem envia mensagem pelo WhatsApp ou interage pelo Instagram para tirar dúvidas ou agendar consulta.
- PacientesQuem é atendido em consulta psiquiátrica. É nesta situação que há tratamento de dados de saúde, protegidos tanto pela LGPD quanto pelo sigilo médico.
Esta política não se aplica a sites, perfis ou aplicativos de terceiros que você acesse a partir de links aqui presentes. Cada um deles possui política própria.
Definições
Para que o restante do texto fique claro, alguns termos da LGPD:
| Termo | O que significa |
|---|---|
| Dado pessoal | Qualquer informação que identifique ou possa identificar uma pessoa, como nome, telefone ou endereço de IP. |
| Dado pessoal sensível | Dado sobre saúde, vida sexual, origem racial, convicção religiosa, opinião política, dado genético ou biométrico. Recebe proteção reforçada pela lei. |
| Titular | A pessoa a quem os dados se referem, ou seja, você. |
| Tratamento | Qualquer operação com dados pessoais: coletar, registrar, armazenar, usar, compartilhar, eliminar. |
| Controlador | Quem decide como e por que os dados são tratados. Neste site, a Dra. Carolina Germoglio. |
| Operador | Quem trata dados em nome do controlador, como a empresa de hospedagem ou a plataforma de videochamada. |
| ANPD | Autoridade Nacional de Proteção de Dados, o órgão federal que fiscaliza o cumprimento da LGPD. |
Quais dados são tratados
4.1. Dados de navegação no site
Este site é estático: não possui formulários, não cria conta de usuário e não solicita nenhum dado para ser navegado. Ainda assim, por funcionamento próprio da internet, o servidor de hospedagem e os serviços de terceiros que entregam fontes e bibliotecas registram tecnicamente:
- Endereço de IPNúmero que identifica a sua conexão, registrado por todo servidor que entrega conteúdo ao seu navegador.
- Dados do navegador e do dispositivoTipo e versão do navegador, sistema operacional e idioma, enviados automaticamente em cada requisição.
- Data, hora e página acessadaRegistros de acesso mantidos pelo provedor de hospedagem, conforme o art. 15 do Marco Civil da Internet.
Esses registros não são usados para criar perfil de comportamento, não são cruzados com dados de pacientes e não são utilizados para publicidade.
4.2. Dados fornecidos no contato
Quando você inicia uma conversa pelo WhatsApp ou pelo Instagram, passam a ser tratados os dados que você mesmo informa:
- Nome e número de telefone, ou nome de usuário no Instagram.
- O conteúdo das mensagens que você enviar.
- Informações de agendamento, como horário escolhido e modalidade de atendimento.
Um pedido importante. Evite descrever sintomas, diagnósticos, medicações ou qualquer detalhe clínico pelo WhatsApp ou por mensagem direta no Instagram. Esses canais pertencem a terceiros e não foram criados para dados de saúde. Use-os apenas para agendar. O conteúdo clínico pertence à consulta.
4.3. Dados tratados na condição de paciente
A partir do momento em que a consulta acontece, passam a ser tratados dados necessários ao cuidado em saúde:
- IdentificaçãoNome completo, data de nascimento, CPF, endereço, telefone e e-mail.
- Dados de saúdeQueixa, histórico clínico e familiar, sintomas, hipóteses diagnósticas, exames, medicações em uso, condutas e evolução do acompanhamento.
- Registros do atendimentoProntuário médico, prescrições, atestados, relatórios e pedidos de exame.
- Dados de pagamentoInformações necessárias à cobrança e à emissão de recibo ou nota fiscal.
As consultas por videochamada não são gravadas. Caso, em alguma situação específica, a gravação venha a ser necessária, ela só ocorrerá mediante consentimento prévio, livre e específico, registrado por escrito.
Para que os dados são usados
Cada dado é tratado para uma finalidade determinada, e apenas para ela:
| Finalidade | Dados envolvidos |
|---|---|
| Responder contatos e agendar consultas | Nome, telefone, conteúdo das mensagens |
| Realizar a avaliação e o acompanhamento clínico | Identificação e dados de saúde |
| Emitir prescrições, atestados e relatórios | Identificação e dados de saúde |
| Cumprir a obrigação legal de manter prontuário | Registros do atendimento |
| Faturamento, recibo e obrigações fiscais | Identificação e dados de pagamento |
| Manter o site no ar, seguro e funcional | Registros de acesso e dados técnicos |
| Exercer direitos em processo judicial ou administrativo | Conforme o que for estritamente necessário |
Os seus dados não são vendidos, alugados ou cedidos a terceiros para fins comerciais, e não são usados para publicidade direcionada.
Bases legais do tratamento
A LGPD exige que todo tratamento tenha uma base legal. As que se aplicam aqui são:
- Tutela da saúde (art. 11, II, "f")É a principal base para os dados de saúde. A lei autoriza expressamente o tratamento desses dados, sem necessidade de consentimento, quando feito por profissional de saúde em procedimento de cuidado ao paciente.
- Cumprimento de obrigação legal (art. 7º, II e art. 11, II, "a")Para a guarda do prontuário, a emissão de documentos médicos e as obrigações fiscais.
- Execução de contrato (art. 7º, V)Para o agendamento, a realização da consulta e a cobrança.
- Legítimo interesse (art. 7º, IX)Para manter o site seguro e responder às mensagens que você envia. Aplica-se apenas a dados não sensíveis e sempre dentro da sua expectativa razoável.
- Exercício regular de direitos (art. 7º, VI e art. 11, II, "d")Caso seja necessário apresentar documentação em processo judicial ou administrativo.
- Consentimento (art. 7º, I e art. 11, I)Usado apenas em situações específicas e pontuais, como eventual gravação de consulta ou uso de caso clínico em contexto científico. É sempre solicitado em separado e pode ser retirado a qualquer momento.
A retirada do consentimento não afeta a legalidade do tratamento feito antes dela, nem alcança os dados que precisam ser mantidos por obrigação legal, como o prontuário.
Dados de saúde e sigilo médico
Dados de saúde são classificados pela LGPD como dados pessoais sensíveis e recebem proteção reforçada. Sobre eles incide ainda uma camada anterior e mais rigorosa: o sigilo profissional médico.
O sigilo é dever ético previsto no Código de Ética Médica e crime quando violado, nos termos do art. 154 do Código Penal. Tudo o que você compartilha em consulta está protegido por ele.
O sigilo só pode ser rompido em hipóteses restritas e previstas em lei:
- Por justa causa, quando há risco grave e iminente à vida, sua ou de terceiros.
- Por dever legal, como a notificação compulsória de determinadas condições às autoridades de saúde.
- Por autorização expressa sua, por escrito.
Mesmo nessas hipóteses, a revelação se limita ao estritamente necessário, e nunca alcança o conteúdo integral do atendimento.
Prontuário e prazo de guarda
O prontuário médico é documento de guarda obrigatória. Conforme a Resolução CFM nº 1.821/2007, ele deve ser preservado por no mínimo 20 anos contados a partir do último registro de atendimento.
Por isso, o pedido de exclusão não alcança o prontuário enquanto esse prazo estiver em curso. Não se trata de recusa ao seu direito, e sim de obrigação legal que recai sobre a médica, prevista no art. 16, I, da LGPD.
O prontuário pertence ao paciente, e a médica é sua guardiã. Você pode, a qualquer momento, solicitar cópia integral dele, bem como relatórios e documentos do seu atendimento.
Privacidade na consulta online
A telemedicina é regulamentada pela Lei nº 14.510/2022 e pela Resolução CFM nº 2.314/2022, que exigem padrões de segurança e confidencialidade equivalentes aos do atendimento presencial.
Na prática, isso significa que:
- A consulta ocorre por plataforma de videochamada com transmissão criptografada.
- O link de acesso é individual, enviado a você antes do horário marcado.
- A consulta é conduzida em ambiente reservado, sem a presença de terceiros, salvo quando você autorizar ou quando houver necessidade clínica, como no caso de acompanhante de paciente idoso.
- As prescrições são emitidas em formato digital, com assinatura por certificado ICP-Brasil, o que garante autenticidade e validade em todo o território nacional.
- Não há gravação da consulta.
A sua parte na segurança. Procure fazer a consulta em um ambiente onde possa falar com privacidade, usando uma conexão confiável e um dispositivo de uso pessoal. Evite redes de Wi-Fi públicas e computadores compartilhados.
Com quem os dados são compartilhados
Dados clínicos não são compartilhados com terceiros, salvo nas hipóteses de quebra de sigilo descritas na seção 7 ou mediante autorização sua. Fora isso, o compartilhamento se limita ao necessário para que o atendimento e o site funcionem:
| Destinatário | O que recebe e por quê |
|---|---|
| Provedor de hospedagem do site | Registros técnicos de acesso, para manter o site no ar e seguro. |
| Google (Google Fonts) | O endereço de IP, no momento em que o seu navegador baixa as fontes tipográficas usadas no site. |
| jsDelivr (CDN de bibliotecas) | O endereço de IP, no momento em que o navegador baixa as bibliotecas de animação da página. |
| Meta (WhatsApp e Instagram) | Os dados da conversa, caso você escolha esses canais para falar com a médica. O tratamento segue também as políticas da Meta. |
| Plataforma de videochamada | Dados necessários para estabelecer a conexão da consulta. |
| Contabilidade e emissão fiscal | Dados de identificação e pagamento, para cumprir obrigações tributárias. |
| Autoridades públicas | Somente mediante ordem judicial, requisição legal ou nas hipóteses de notificação compulsória. |
| Outros profissionais de saúde | Apenas com a sua ciência, quando o cuidado for compartilhado, como na articulação com psicoterapia. |
Todos os prestadores que tratam dados em nome da médica estão obrigados contratualmente a adotar medidas de segurança e a usar os dados exclusivamente para a finalidade contratada.
Transferência internacional
Alguns dos serviços citados acima são operados por empresas sediadas fora do Brasil, como Google e Meta. Nesses casos, pode haver transferência internacional de dados, em especial do endereço de IP e dos dados de conversa.
Essas transferências ocorrem nos termos do art. 33 da LGPD, apoiadas em cláusulas contratuais e nas salvaguardas adotadas por esses fornecedores. Dados clínicos e prontuários não são transferidos para fora do país.
Por quanto tempo guardamos
| Dado | Prazo | Motivo |
|---|---|---|
| Prontuário médico | No mínimo 20 anos após o último atendimento | Resolução CFM nº 1.821/2007 |
| Documentos fiscais | 5 anos | Legislação tributária |
| Mensagens de contato que não viraram consulta | Até 12 meses | Gestão do contato e eventual retomada |
| Registros de acesso ao site | 6 meses | Art. 15 do Marco Civil da Internet |
| Dados tratados com base em consentimento | Até a retirada do consentimento | Art. 8º, §5º, da LGPD |
Encerrado o prazo e cessada a finalidade, os dados são eliminados de forma segura ou anonimizados de modo irreversível, salvo quando a conservação for autorizada pelo art. 16 da LGPD.
Segurança da informação
São adotadas medidas técnicas e administrativas compatíveis com a natureza sensível dos dados tratados:
- Conexão criptografada (HTTPS) no site e nas plataformas utilizadas.
- Prontuário armazenado em sistema com controle de acesso e autenticação.
- Acesso restrito aos dados, limitado ao que é necessário para o atendimento.
- Dispositivos protegidos por senha e com atualizações de segurança em dia.
- Escolha de fornecedores que demonstrem conformidade com a LGPD.
- Princípio da minimização: só se coleta o que é necessário à finalidade.
Nenhum sistema é absolutamente invulnerável. O compromisso assumido aqui é o de adotar as medidas adequadas e agir com rapidez e transparência diante de qualquer incidente.
Seus direitos como titular
O art. 18 da LGPD garante a você, gratuitamente e a qualquer momento, os seguintes direitos:
- Confirmação e acessoSaber se há tratamento de dados seus e obter acesso a eles.
- CorreçãoPedir a correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados.
- Anonimização, bloqueio ou eliminaçãoPara dados desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com a lei.
- PortabilidadeSolicitar a transferência dos seus dados a outro fornecedor de serviço, mediante requisição expressa.
- EliminaçãoPedir a exclusão dos dados tratados com base em consentimento, respeitadas as hipóteses de guarda obrigatória.
- Informação sobre compartilhamentoSaber com quais entidades públicas e privadas os seus dados foram compartilhados.
- Informação sobre a possibilidade de não consentirSer informado sobre o que acontece caso você decida não fornecer consentimento.
- Revogação do consentimentoRetirar, a qualquer tempo, um consentimento dado anteriormente.
- OposiçãoOpor-se a tratamento feito com base em uma das hipóteses de dispensa de consentimento, caso entenda haver descumprimento da lei.
- Revisão de decisões automatizadasNão aplicável aqui, pois nenhuma decisão sobre você é tomada de forma automatizada.
Além desses, como paciente você tem direito à cópia integral do seu prontuário e aos relatórios do seu atendimento.
Como exercer seus direitos
Basta enviar o pedido pelo canal de contato indicado na seção 20, informando o que deseja. Para proteger os seus próprios dados, poderá ser solicitada a comprovação da sua identidade antes do atendimento do pedido.
A resposta é dada em até 15 dias, conforme o art. 19, II, da LGPD. Pedidos mais complexos podem exigir prazo maior, e nesse caso você será avisado com a justificativa.
Caso um pedido não possa ser atendido, você receberá a resposta por escrito com a razão de fato ou de direito que a fundamenta. Se ainda assim entender que seus direitos não foram respeitados, você pode apresentar reclamação à Autoridade Nacional de Proteção de Dados pelo site gov.br/anpd.
Crianças e adolescentes
O site não é direcionado a menores de 18 anos e não coleta dados deles de forma intencional.
O atendimento de pacientes menores de idade, quando ocorrer, depende da presença e do consentimento específico de ao menos um dos pais ou do responsável legal, conforme o art. 14 da LGPD. Nesses casos, o tratamento observa sempre o melhor interesse da criança ou do adolescente, e os dados coletados se limitam ao estritamente necessário ao cuidado em saúde.
Incidentes de segurança
Na hipótese de incidente de segurança que possa acarretar risco ou dano relevante aos titulares, a ANPD e as pessoas afetadas serão comunicadas em prazo razoável, conforme o art. 48 da LGPD.
A comunicação indicará, no mínimo:
- A natureza dos dados atingidos.
- Os titulares envolvidos.
- As medidas técnicas e de segurança que estavam em uso.
- Os riscos relacionados ao incidente.
- As providências adotadas para reverter ou reduzir os efeitos.
Alterações desta política
Esta política pode ser atualizada para refletir mudanças na legislação, nas práticas de atendimento ou nas ferramentas utilizadas. A data da última atualização e o número da versão constam no topo da página.
Alterações relevantes, em especial aquelas que ampliem o tratamento de dados ou introduzam novas finalidades, serão comunicadas pelos canais de contato e, quando a lei exigir, acompanhadas de novo consentimento.
Contato e encarregado
A Dra. Carolina Germoglio atua como ponto de contato para assuntos de proteção de dados, nos termos do art. 41 da LGPD e da regulamentação da ANPD aplicável a agentes de tratamento de pequeno porte.
- WhatsApp(83) 99853-1984
- ResponsávelDra. Carolina Germoglio, CRM 273.106, RQE 150.117
- Autoridade fiscalizadoraAutoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD)
Esta política é regida pela legislação brasileira. Fica eleito o foro da comarca de São Paulo, SP, para dirimir eventuais controvérsias, com renúncia a qualquer outro, por mais privilegiado que seja, ressalvado o foro de domicílio do consumidor quando assim previsto em lei.
